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  • Ana Thomaz

A Nova Era

A Nova Era se inicia com nosso confinamento em casa.


Enquanto estamos afastados do sistema vigente, ele está colapsando, pois ele não existe sem a nossa manutenção. É o sistema que precisa de nós, e se ele não nos serve mais por ter finalizado seu tempo, podemos abrir mão dele e deixar o espaço livre para atualizar nosso modo de vida social.


O social é feito pela relação entre as pessoas, portanto para atualizar o social é necessário mudar o pessoal.

Rever os princípios que sustentam nossas relações e nos perceber como parte de um organismo muito mais amplo e não centralizado no ser humano, isso é, viver em harmonia dinâmica com toda existência da qual fazemos parte.


Não é a questão do ser humano criar um novo mundo, pois o mundo não está nas mãos dos seres humanos, mas sim de estar alinhado com os movimentos da teia da vida.


Não somos nós que determinamos se mantemos ou não o sistema social baseado na materialidade, na posse, no dinheiro, nas conquistas...esse era assunto da Era que está finalizando, a Era da materialidade.


O ser humano querendo ou não, preparado ou não, é convidado a participar da Era de Aquário, a Era do Ar, um momento de afetos mais amplos e equanimes.


Entrar na nova Era apegado ao velho mundo vai gerar muito sofrimento; mas podemos deixar de ser pessoas acomodadas que não gostam da idéia de deixar o conhecido (que mesmo quando esse conhecido é catastrófico, nos da um certo conforto).


Por isso estamos em casa, e por isso e muito mais precisamos continuar em casa, pois é assim que se inicia essa transformação que estamos vivendo.


Seguimos em casa mas não em quarentena, pois quarentena é a sala de espera para voltar ao normal.


Acabou a quarentena, é aqui e agora, em nossas casas, com as relações que estamos vivendo que se inicia a nova Era.


Temos tempo para arrumar a casa interna e externa, abrir espaço, embelezar, desapegar, renovar...integrar ressentimentos, ressignificar acontecimentos, atualizar a presença, entrar em silencio e abrir-se para o movimento de mudança que a teia da vida vibra.


Não estamos em quarentena, estamos em criação.


Que a entrada nessa nova Era seja aceita por todos pois ela anuncia uma sociedade mais lúcida, integrada e criadora.


Sigamos em casa e nos veremos no tempo propício em ruas descongestionadas, com o ar puro, com a natureza mais viva, com olhos ávidos para nos conhecermos nesse novo modo de existência.


Não é que é fácil viver o que estamos vivendo pois toda mudança abala nossas estruturas psiquicas, mas somos altamente adaptáveis, o que pode ser bem negativo se nos acostumarmos a viver no limbo, nem cá, nem lá, como fantasmas do velho mundo; mas é muito potencializador se usarmos nossa capacidade de adaptação para renovar e atualizar a existência humana nesse planeta tão exuberante.





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