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  • Ana Thomaz

Gente Séria com Alegria de Viver

Está mais do que claro quais são as prioridades que nosso sistema social desenvolveu.


Em maior ou menor grau a grande maioria quer voltar a “normalidade”.


Como chegamos a esse ponto de achar normal um sistema de saúde que prioriza os lucros financeiros de sua mantenedora, a indústria farmacêutica; ou do sistema educacional onde a instituição escolar é mais importante que os alunos; ou o sistema trabalhista onde pessoas trabalham a serviço daquilo que deveria servi-los?

E tudo isso para fazer girar um sistema financeiro perversamente distribuído onde 2% comanda 98% do dinheiro reconhecido nesse planeta.

Como não aproveitar essa experiência única que estamos vivendo para vermos o sistema antivida colapsar e continuarmos vivos como humanidade?


A morte faz parte da vida, mas a morte da humanidade extingue a vida humana na Terra.


A questão não é quando vamos morrer, mas COMO estamos morrendo.


Morrer sufocado e isolado onde seu catafalque é a estatísca, por causa dos descuidos, do desprezo e da ambição dos desvios da humanidade nos revela a nossa falta de conexão com a existência.

Deixemos o sistema antivida que ainda sustentamos colapsar sem nos agarrarmos nele senão iremos colapsar juntos.

Nos abrirmos para a criação de um outro modo de vida e viver essa transição de modo consciente, não é algo simplório pois envolve muitas dimensões.

Mas a vida humana é feita de complexidade independente do quanto nos distraimos pela busca de conforto, felicidade egocêntrica, prazer pornográfico, prestígio social, criando uma sociedade neurótica e profundamente polarizada.

A vida normalizada que criamos não dá conta da complexidade humana.

Visto o caos que essa normalidade vem gerando.


Liberar a força criadora do ser humano pode ser surpreendente pois sabemos o potencial em criação que somos.

Uma medicina vibracional, a baixo custo e altamente eficiente está a nossa espera, como um estagio que precede uma humanidade livre de doenças.

Uma educação que se desenvolve por ambientes de aprendizagem que se cria a partir das relações entre adultos e crianças já é realidade para muitas pessoas.

Um trabalho que deixa de existir para dar espaço para pessoas em criação a partir de suas relações é o que vemos surgindo nos até então chamados corajosos que arriscam deixar o sistema.

O que realmente importa nessa vida?


Essa é a reflexão que muitos, em maior ou menor intensidade, devem estar se perguntando nessa experiência singular que estamos sendo obrigados a viver.

Pois a força da vida parece que sempre encontra um meio de fazer a vida acontecer quando nos desviamos dela.

Como vamos voltar a vida normal de poluição, de miséria, de violência, de horas de transito, de casas desmoronando, de rompimento de barreiras, de belos montes como projeto de desenvolvimento???

Não é assunto para românticos, nem otimistas, é assunto para gente séria que ainda se lembra da alegria de viver por existir como ser humano dependente relacional da grande Teia da Vida.

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