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  • Ana Thomaz

INIBIÇÃO!

Inibição é uma palavra bem pouco popular e talvez pouco agradável, e certamente complexa de ser entendida pela mente dualista.


Nos dias 18 e 19 de maio vivemos um encontro de muitas intensidades, alinhavos, exposições e perdas, permeados por vibrações sutis e vibrações densas, equanimidade e amor (não institucional, nem emocional e muito menos sentimental).


O amor biológico, sendo a abertura para todas as relaçoes.


Um encontro de integração das forças que nos compõe.


E a palavra chave do nosso Alinhavando a Ancestralidade Feminina foi INIBIÇÃO!


Em nossa cultura fomos treinados para viver com o mecanismo de ataque/proteção sempre ativos, e para reagir aos estímulos do dia a dia em busca de aprovação, reconhecimento e legitimidade.

E assim, continuamos fazendo mais do mesmo enquanto acreditamos na evolução da humanidade.


Inibir é deixar de reagir. Abrir um espaço entre o estímulo e a resposta, e continuar em relação com o estimulo. Porém, de um outro lugar.


Para sentir isso, vamos fazer um jogo aqui e agora.


Cruze os braços!

(Eu vou dar um comando no próximo parágrafo, em negrito, e você não irá obedecer ao comando, em resposta ao meu comando, dirá NÃO em voz alta).


DESCRUZE OS BRAÇOS!


(Você não descruzou, certo?) Se descruzou, para continuar a experiência cruze os braços novamente e desobedeça ao comando.


Receba esse comando umas três vezes, "Descruze os Braços" e você diz "NÃO"


O que você percebe que acontece depois que disse NÃO ao comando?


Provavelmente você sentiu um relaxamento depois do NÃO, e pode perceber que mesmo sem a intenção de descruzar os braço (pois já sabia que diria não ao comando), mesmo assim a musculatura reagiu e depois do NÃO ela voltou a relaxar na posição dos braços cruzados.


Se não foi isso que aconteceu é porque não deu certo fazer o exercício sozinho, pois o que é certo é que quem foi criado na nossa cultura, a todo comando, independente de nossa resposta, reagimos com tensão e esforço, por menos perceptível que seja.


Enquanto pensamos que somos livre para responder ou não aos estímulos, estamos meramente reagindo com o padrão já estabelecido em cada um de nós.


Mesmo quando decidimos por não fazer algo, primeiro reagimos obedecendo ao estímulo e depois contradizemos nossa reação, em um duplo esforço.


A INIBIÇÃO é a possibilidade de não reagir, de abrir esse espaço para lidar com o estimulo com outra perspectiva muito além do padrão já pré-estabelecido e pré-conceitualizado.


Inibir não é agir, é a não reação.


Inibir é a negação de algo sem afirmar nada no lugar, criando assim um campo aberto de possibilidades.


Depois de inibir, você pode viver a escolha, inclusive de descruzar os braços.


O que muda é a origem da ação.


Paradoxalmente esse "EU" que está tão atuante e que já tem todas as reações prontas é um "EU" pobre diante de suas relações, é previsível, manipulável, corruptível.

Quando o "EU" reativo desaparece por alguns instantes diante da implacável INIBIÇÃO, o SER surge com toda composição de forças e capacidade criadora.


Talvez para um cruzar e descruzar de braços isso não tenha muita importância, mas se olharmos para nosso mecanismo reativo atuando no nosso dia a dia ao longo de nossa vida e em todas as nossas relações, a INIBIÇÃO, pode ser uma grande diferença no modo de viver esse movimento vibracional chamado VIDA.


Todas as nossas vivências realizadas no M.u.d.a. ao longo desse ano tem sido e serão voltadas para abertura de tempo e espaço em cada um de nós, para atualizar essa rede que nos sustenta e criarmos relações vinculares a partir do amor - abertura para a experiência singular da vida em cada um.


E vamos seguindo!

Dias 15 e 16 de junho teremos a experiência do TRE - liberações de traumas e tensões e a criação do Mandala como expressão pessoal e transpessoal.


Para mais informações e inscrição escreva para anavidaativa@gmail.com


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