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  • Ana Thomaz

INTEGRANDO 2019!

Esse foi um ano de polarizações em grande extensão, a ponto de gerar rupturas sociais, pessoais e familiares.

A polarização sempre existiu e sempre existirá no mundo do modo que o concebemos.

Para esse mundo existir é necessário a polaridade possibilitadora do movimento da vida.

O ritmo inaugura a polarização através de sua pulsão, gerando uma pulsação que para existir é preciso contração e expansão, movimento e repouso, som e silencio, ação e pausa, inspiração e expiração.

Assim surge dia e noite, dentro e fora, vigília e sono, eu e o outro.

Então é possível ter os ritmos das estações, das canções, das danças, das palavras, das poesias.

Em meio a tudo isso surge o desenvolvimento, des-envolvimento, sair do envolvimento, o ritmo da mudança, onde tudo o que é, se faz em passagem.

A contenção para a orquestração de todos os ritmos acontece graças a polaridade vida e morte.

Sendo assim fica claro que não precisamos estar contra a polaridade, pois ela nos permite estar aqui e agora.

A questão está no modo em que a polaridade acontece em nossas vidas.

Quando existe a preferencia por um dos lados, através da comparação, da competição, das crenças, dos padrões e dos hábitos, acreditamos que é possível optar por um dos lados e desprezar o outro.

Assim começa uma cisão interna, que gera a sensação da falta, e para saciar essa falta, buscamos fortalecer ainda mais o lado predileto, se distanciando ainda mais daquilo que o complementa, seu pólo oposto.

O famoso “caminho do meio” é a sensibilidade e inteligência de perceber sempre o “todo” diante de qualquer de suas partes.

Para que isso seja possível é importante estar em conexão com a pulsação, mãe de todas as polaridades, e essa pulsação surge do vazio, da vacuidade, da unidade, do todo.

O gráfico é: o "todo" pulsa e se polariza para criar e retornar ao "todo", que graças a esse movimento pode sempre se diferenciar e assim manter-se no continuo de sua existência.

É tolice querer a luz sem querer a sombra, querer saúde sem querer doença, querer o eu sem querer o outro. Pois é nesse movimento que a existência acontece de modo integro e integrado, e então a vida será dançada entre esquerda e direita, entre altos e baixos, com seus acessos e retrocessos, entre familiares e desconhecidos.

O mundo não precisa mudar, pois ele se apresenta em sua polarização perfeita, nos resta mudar o modo de viver as polaridades.

Quando elas se integram voltamos ao campo de criação e então podemos conceber um outro mundo, mas isso só será possível com a integração das polaridades, e para isso não existe truque que a mente dualista possa inventar, é preciso abertura para novos caminhos, e abrir é perder o fixo, o certo, o ideal.

Podemos fazer isso internamente e externamente.

Quando estiver polarizado com uma sensação, sentimento ou percepção, aceite que o oposto necessariamente está presente, permita que o encontro entre os pólos aconteça, com essa integração eles se tornarão um todo e não existirão mais como meras partes.

Assim entramos no campo da criação, em uma nova pulsação onde uma outra perspectiva surgirá.

Com o outro, pratique a integração na conversa onde falar e escutar tem seu lugar e isso nos leva ao risco da transformação, onde escutamos nossa fala e falamos a escuta do outro.

Em uma conversa assim, ninguém seguirá sendo o mesmo, e nem se tornará o outro, mas viverá uma experiência de união.

Que estejamos preparados para 2020 que promete exigir a capacidade de integração de cada um de nós.


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