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  • Ana Thomaz

PARA UM FUTURO INÉDITO!

O futuro nos importa e muito, por isso temos nos dedicado a cuidar das dores do presente que foram criadas no passado e que impedem que o futuro aconteça.


Por isso voltamos ao passado a cada dor que o presente atualiza.


Para criar um futuro diferente precisamos olhar para o passado que condiciona o presente/futuro.


Algumas experiências do passado ficaram abertas, talvez porque não tínhamos condições emocionais e mentais de vivê-las por inteiro naquele momento.


Muita coisa ficou pela metade.


Dores herdadas dos nossos ancestrais que viveram guerras e todas as suas consequências, dos escravos privilegiados que escravizaram os desprivilegiados, da institucionalização da racionalidade que reduziu as amplas perspectivas humanas, do medo do desconhecido, da busca por controlar o incontrolável, das superstições, da ilusão das garantias, das relações baseadas em competição, da comparação como guia, da vida desvinculada de sua fonte criadora.


Hoje já somos capazes de viver os acontecimentos de modo mais complexo, com a percepção que alcança além da primeira camada da reação padronizada.


Podemos seguir além e integrar as dualidades, e nesse fluxo chegar ao paradoxo que nos levará ao campo de criação, à origem de todas as possibilidades, à pausa que gera movimento, ao silencio que cria o som.


Como podemos querer que a mesma mente que criou o conflito encontre uma solução?

Desse modo toda solução irá gerar um novo conflito.


Outra mente precisa ser criada para encontrar hoje um outro passado e liberar o futuro da previsível autodestruição.


Nada nos ameaça mais do que nós mesmos através de nossas ações desconectadas.


Por um futuro criativo e criador, com ações lúcidas pela condição dependente relacional que é a vida, livremos o futuro das heranças estagnadas do passado.


E então podemos nos dedicar ao futuro tão certeiro que é a morte.


A morte aliada a vida.


Viver para morrer bem. Morrer livre de ressentimentos, sem dividas ou remorsos, com a lucidez que a morte acontece no presente, e não em um futuro que parece nunca chegar.


Morrer assim nos levará ao presente da vida a cada dia.


Assim tem sido o centro de nossas práticas.


No nosso encontro dos dias 5 e 6 de outubro vamos mergulhar nos experimentos a partir das dores do presente e encontrar suas marcas no passado para ressignificá-las, liberando o futuro para a criação.


Será no M.u.d.a. em Piracaia

Para mais informações escreva para anavidaativa@gmail.com


*foto tirada por Leandra Cardoso durante o retiro de silêncio no M.u.d.a.

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