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  • Ana Thomaz

Pratica vincular de criação!

Para quem experienciou a sensação de não separar "fora e dentro", "eu e outro"...através da Pratica de Sentir a Vibração Vincular, ou de qualquer outro experimento na vida, convido para experienciar a criação de si mesmo e do outro a partir do vínculo. Pois não estamos negando que nessa dimensão que vivemos não exista diferenças, e sim olhando para o modo como as diferenças se relacionam.


O desafio é que para nossa mente treinada na dualidade tudo se transforma em objeto a ser consumido, conquistado e adquirido. Facilmente vamos compreender o vínculo a partir desse lugar. Como se primeiro tivesse surgido o ser humano e depois esses seres humanos resolveram criar a humanidade.

Do indivíduo para o coletivo. Fica difícil sustentar essa equação, pois assim geramos muitos motivos para guerra e outros conflitos, pois são vários centros individuais tentando se organizar em suas diferenças. Tendo ainda como base a sensação de fixação do ser que acredita existir por si só com características definidas, que na melhor das hipóteses está em busca do autoconhecimento na sua essência autodefinidora através de inúmeros recursos usados como reforço desse centro individual que quer salvar a si mesmo e seus entes queridos.


Permitir que outra mente atue em nós, é nos tornarmos outra pessoa, e isso pode ser assustador, pois por pior que seja o cenário da mente dualista, já a conhecemos e seguimos desenvolvendo recursos para melhora-la. E isso nos dá a (falsa) sensação de segurança, controle e garantia.

E por isso nos apropriamos de todas as possibilidades que surgem como linha de fuga da mente dualista para usarmos a favor da própria dualidade, reduzindo tudo em objeto e conhecimento a serem consumidos e adquiridos.

Um ciclo vicioso que cresce exponencialmente e tem se tornado uma ameaça para a existência da humanidade nesse planeta.

Quanto mais forte ficar a mente dualista mais desconectados estaremos, e nos importaremos menos com tudo e com todos, inclusive com nossa própria existência.

Porém essa separação não acontece fora do ser, acontece primordialmente dentro de cada um. Todas as partes se separam e ganham sua importância hierarquica dentro de si. Ou não buscamos especialistas para cuidarmos de partes separadas do corpo?


Tudo isso comandado por uma mente dualista que na separação com o outro está o tempo todo se comparando e competindo em busca de reconhecimento e legimitimação do outro, sim, esse mesmo outro que apesar de ser depreciado, tem uma opinião a nosso respeito que é considerada muito importante. Dito assim talvez seja possível reconhecer que vivemos como loucos, e viver nessas condições nos gera muito sofrimento, doenças e conflitos internos e externos.

Em um ciclo vicioso exponencial.


Uma das desconexões mais impactante em nós está entre o sentir e o pensar.


Costumamos dizer que se estou pensando não posso sentir para não atrapalhar minha linha de pensamento, e se estou sentindo não posso pensar senão deixo de sentir.


E aqui começamos nossa Pratica Vincular de Criação!


Reconectar o pensar com o sentir.


Essa conexão é inerente a natureza humana, por isso não precisamos criar essa conexão, só precisamos não mata-la.


Se usarmos a mente dualista, só iremos melhorar a mente dualista. E vamos viver a esquizofrenia de termos duas vozes, a do pensar e a do sentir, tentando se acomodar dentro de nós. Por isso que eu digo que ainda da para piorar muito, pois uma mente dualista muito poderosa nos leva ao fascismo, para resumir toda tragédia.


A pratica vincular consiste em inibir a mente dualista, através da quietude, do silencio e da não reação dos julgamentos, explicações, qualificações, classificações, premiações ou castigos.

Não tente lutar contra a mente dualista, ela nos serve como base de integração.

Inibir a reação da mente dualista é muito diferente de ignora-la ou reprimi-la.


Dando continuidade a Pratica de Sentir a Vibração Vincular e entrando na Pratica Vincular da Criação, olhe para paisagens, pessoas, objetos, animais, acontecimentos, e iniba qualquer reação da mente dualista. Surgirá uma vibração vincular, onde não há possuidor e possuído, nem dominador e dominado, são meras diferenças que se vinculam, se entrelaçam, por estarem em relação.


Não julgue, não qualifique, nem classifique, nem explique nada, nem tente encontrar nenhum custo benefício.


Permita-se viver a experiência vincular.


Entre em contato com as sensações através da observação.

Observe as sensações do corpo através dos sentidos livres de conceitos pré concebidos.


Deixe de existir por si só e deixe de acreditar que o que está fora existe por si só.


O que você observa no corpo através das sensações é vinculado ao que está fora.


Perceba que sua existência acontece no ENTRE.

Nossa existência não está no que chamamos de EU como um ser pré definido e nem determinado pelo que está fora.


A existência está no ENTRE.


Seja ativo na existência desse ENTRE.

Permita-se criar pensamentos a partir das sensações, esses pensamentos irão ampliar a capacidade sensorial. E a capacidade sensorial irá criar mais espaço para que os pensamentos se criem.


Minha sugestão é que faça essa pratica do ENTRE com paisagens, pessoas, objetos, etc, e depois volte a ler esse texto aquietando a mente dualista que acredita estar lendo algo para ser compreendido para benefício próprio tornando-se um dualista do bem.


Quem sabe você terá a experiência de ler esse texto com o corpo e os sentidos que irão ampliar seus pensamentos que por sua vez irão potencilaizar seu sentir, e assim experienciar a abertura para a intensidade criadora da vida, e começar a jogar outro jogo porque tem outra mente em ação.


Qualquer semelhança com a Meditação da Vacuidade não é mera coincidência.



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